Expoente em Educação Ambiental faz abertura da III Mostra e III Seminário de EA em Foz

A educadora ambiental Michèle Sato fará a palestra de abertura da III Mostra e III Seminário de Educação Ambiental que acontece nos dias 17 e 18 de novembro, no Centro Internacional de Convenções em Foz do Iguaçu. O evento encerra as atividades do “Curso/Laboratório de Educação Ambiental no Processo Educativo” do Parque Nacional do Iguaçu (ParNa Iguaçu) através da Escola Parque.

Michèle é professora doutora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e consultora internacional do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Considerada uma das maiores especialistas em Educação Ambiental do Brasil vem lidando com a questão ambiental há 15 anos e ultimamente é facilitadora da Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental (Remtea).

No dia 18, a palestra será do coordenador Geral das Unidades de Conservação do Ibama, Ivan Baptiston, enfocando o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Além das palestras, o evento contará com duas oficinas temáticas. A primeira com a educadora Érika de Almeida, de Caravelas (BA) com o tema “Vamos todos cirandar: vivenciando a dança na educação”. A segunda oficina “A arte com recicláveis”, ministrada por Hélio Leôncio Júnior, de Itajaí (SC). As oficinas serão ministradas no segundo dia do evento, na sexta-feira, dia 18, pela tarde, com custo de R$ 20 cada uma.

A Mostra e o Seminário terão um espaço para atividades paralelas que inclue feira de produtos orgânicos e artesanatos regionais, exibição de filmes de meio ambiente, apresentação de trabalhos científicos, venda de livros e exposição fotográfica.

A previsão da organização é mobilizar um público de duas mil pessoas das cidades do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, (região Oeste e Sudoeste do Paraná), Argentina e Paraguai. O evento é gratuito, devendo o interessado se inscrever previamente.

Informações
Escola Parque - Parque Nacional do Iguaçu
Telefone: (45) 3521 8356
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Uma rede é um processo dinâmico de interações e envolvimento inter-pessoais entre os atores e atrizes que a compõem, e que interagem intensamente em redes de relações, por motivações diversas, mas com um objetivo comum, a “idéia-força” (INOJOSA, 1999) que os move e empondera, relacionada com um valor maior que é a defesa da Vida e a inserção da dimensão ambiental nas práticas educativas e sociais.

Segundo Cássio Martinho (2001), “o que faz da arquitetura de rede uma rede é seu modo de funcionamento (...) um modo de operar que contemple, pressuponha e atualize a autonomia dos membros da rede; que faça da horizontalidade, da descentralização, do empoderamento e da democracia uma ética de operação”.

O objetivo geral da rede é debater e traçar rumos para difundir e fortalecer a EA no Brasil e na região Sul, contribuindo para diagnosticar, socializar e dar visibilidade a projetos e ações na área, fornecendo subsídios para formação de educadores e gestores ambientais e para as políticas públicas

A REASul, concluiu em 2004 o Projeto Tecendo Redes de Educação Ambiental na Região Sul, financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente, que incluía em seus objetivos a consolidação da rede e a realização do diagnóstico da EA na região Sul.

A rede vem sendo formada por pessoas e instituições que atuam nos três estados do sul difundindo a cultura de redes e as diretrizes e princípios da Educação Ambiental (EA). Hoje a rede conta em sua estrutura com as 5 instituições da CGP (UNIVALI, FURG, IBAMA, CEPSUL e MATER NATURA) e 11 elos regionais, (4 universidades, 1 unidade do IBAMA, 3 ONGs, 1 OSCIP e a parceira de 2 redes de EA – REABRI e REA Paraná.

Para isso, realizou em agosto uma Oficina do Futuro visando a realização do planejamento participativo da mesma com seus elos regionais, discutindo metas, objetivos, estratégias e a formação de seus Grupos de Trabalho (GTs) .

Através de seu site (www.reasul.univali.br) os elos da rede alimentaram o site divulgando notícias e eventos. O site também disponibiliza acesso ao Banco de Dados do Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental – SIBEA (atualmente em manutenção), para dar continuidade a alimentação de novos dados ao diagnóstico já realizado. Também oferece um serviço de acesso a Biblioteca Virtual de Meio ambiente, que está sendo reformulada com o apoio de bolsistas e do Grupo de Pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade, da UNIVALI e também dos demais elos da REASul.

Abaixo uma síntese das atividades em cada Estado.

Paraná

 - Apresentação pelo MATER NATURA do diagnóstico da EA no Paraná na ANPED Sul, em Curitiba.

 - Palestra sobre cultura de redes no módulo do Curso Básico de EA do Programa Cultivando Água Boa, promovido pela Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu;

 - Participação em mesas redondas e no oferecimento de Oficinas no VII Encontro Paranaense de Educação Ambiental (VII EPEA) em São José dos Pinhais, promovido pela FAMEC e Rede Paranaense de Educação Ambiental –REA Paraná;

 - Participação na inauguração da nova sede do IBAMA-PR; e,

 - Divulgação do acidente com o navio chileno que provocou o desastre ambiental na Baía de Paranaguá, mobilizando pessoas e instituições para atuarem como voluntários através do Boletim Informativo da rede.

Santa Catarina

 - Participação de Antonio Guerra e José Erno Taglieber nas reuniões da Comissão Interinstitucional de EA de Santa Catarina (CIEA/SC). Além da REASul, fazem parte desta comissão a UNIVALI, FURB, UNOESC-Joaçaba e IBAMA. Na última reunião realizada em 08 de dezembro foi aprovado por unanimidade o anteprojeto de lei da Política Estadual de Educação Ambiental a ser encaminhada ao executivo;

 - Palestra e Oficina na Semana do Meio Ambiente em Blumenau, em parceira com a Fundação Municipal do Meio Ambiente, FURB, e Rede de EA da Bacia do Rio Itajaí (REABRI);

 - Apoio aos eventos realizados pela Fundação Praia Vermelha de Conservação da Natureza (Penha – SC);

 - Parceria com a SAMAE de Blumenau e REABRI no projeto Sala Verde no Museu da Água Gunther Buhr;

 - Participação em mesa redonda no VII Encontro Nacional de Educação Ambiental em áreas de manguezal – São Francisco do Sul;

 - Presença no Seminário Sul Brasileiro de Implantação e fortalecimento de Conselhos gestores de Unidades de Conservação, promovido pelos Núcleos de Educação Ambiental (NEAs)do IBAMA de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná;

 - A REASul também participou com a UNIVALI de atividades de formação continuada do Projeto de Formação de Educadores Ambientais na micro região da AMFRI-SC (CNPq), envolvendo 127 professores de 43 escolas de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Bombinhas e Ilhota; e,

 - Também fez parceria com a Fundação Municipal de Meio Ambiente de Itajaí – FAMAI, na divulgação das atividades do Projeto do Programa Participativo de Construção da Agenda 21 local de Itajaí, financiado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA).

Rio Grande do Sul

 - Realização do Simpósio Gaúcho de Educação Ambiental e II Colóquio de Pesquisa em Educação Ambiental da Região Sul (II CPEASul) pela URI de Erechim;

V Fórum Brasileiro de EA

Caravanas de todos os cantos do Brasil partiram rumo a Goiânia para participar do V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental. A REASul também organizou a sua caravana. Trinta e quatro pessoas da região Sul partiram de Itajaí num ônibus subsidiado pela rede.

Divulgação do diagnóstico da EA em 5 estados e 1 bioma na mesa redonda sobre redes do V Fórum.

A Rebea apresentou no último dia do V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, o trabalho "Uma leitura dos diagnósticos da EA em 5 estados e 1 bioma do Brasil" (relatório final) de autoria da professora Isabel Carvalho, da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil/RS), análise feita a partir dos levantamentos realizados pelas redes em sete estados.

“O Diagnóstico é uma primeira tentativa sistemática e coordenada de levantamento simultâneo do estado de arte da EA em sete estados brasileiros. Os dados levantados são muito significativos”, confirma a professora Isabel Carvalho, que avaliou os dados preliminares desse trabalho.

Os diagnósticos são um dos resultados dos projetos financiados pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA/MMA (edital 007/2001) com o objetivo de alimentar o Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental – SIBEA e estruturar as redes de EA. Em 2002, as quatro redes de EA com projetos aprovados iniciaram o levantamento dos dados: REPEA (paulista), RAEA (acreana), Aguapé (regiões pantaneiras do MT e MS) e REASul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Elas encaminharam milhares de questionários a pessoas de centenas de instituições públicas ou privadas.

Um dos resultados mais surpreendentes é a demonstração de que órgãos públicos têm atuação mais forte em EA, que organizações não governamentais (ONGs) ou setor empresarial. A exceção fica para o Rio Grande do Sul, onde as ongs realizam 53% das atividades, descritas por um universo de 158 respondentes. “Detectamos um número expressivo de ongs atuantes em EA no Estado. Em geral, são ONGs recentes, que nasceram vinculadas a uma questão ambiental muito forte que afeta a comunidade”, diz José Vicente de Freitas, da REASul, dando como exemplo o derramamento de ácido sulfúrico na água, como no ‘Caso Bahamas’.

Falando aos representantes das 4 Redes, em reunião sobe o tema no Instituto Ecoar para Cidadania (SP), a consultora Isabel Carvalho destacou alguns pontos que levantarão polêmica no V Fórum. “Verificamos mais projetos em EA, de que programas. O que é isso?”. Para ela, uma das respostas pode ser a precarização do Estado, já que programas são de prazo mais longo, e a maior parte das atividades de EA, apontadas na pesquisa, vem de órgãos públicos.

O diagnóstico também revela que a identidade do educador ambiental ainda é indefinida. E que suas principais formas de atuação são mobilização, sensibilização, seguidas por atividades de capacitação. A apresentação dos resultados, aposta a analista, pode instigar a criação uma agenda para o debate sobre EA e Sociedade.

GT Formação de Educadores e educadoras ambientais da REBEA

Antonio Fernando Guerra, da REASul, coordenou este GT que contou numa primeira etapa com a participação de um grupo de pessoas de 4 redes (Aguapé, RECEA, REARJ, RUPEA) que organizaram as discussões do GT através de uma lista de discussão. Durante o V Fórum 56 participantes de 41 instituições (universidades, órgãos públicos, ONGs e escolas), discutiram durante dois dias questões polêmicas relacionadas com a formação, como a insistência em alguns locais da inclusão da disciplina de EA nos Cursos de Graduação, vedadas pela própria Lei 9795, mas autorizada em situações específicas, como nos cursos de pós-graduação e extensão. As principais resoluções foram o encaminhamento de propostas para a educação Superior, o fortalecimento da política de EA nas Secretarias municipais e estaduais de educação e a formação de sub-grupos de discussão do GT. Juntamente com a RUPEA, o GT encaminhou ao Ministério da Educação uma carta sugerindo que a EA seja trabalhada de forma transversal nas 400 horas destinadas à prática docente.

O ano de 2004 entra para a história da Educação Ambiental brasileira, com a realização do V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental e Encontro da Rede Brasileira de EA - REBEA, em Goiânia, com mais de 3.200 participantes, constituindo-se assim em um marco referencial juntando-se a outros eventos como os fóruns anteriores, a Rio 92 e o Fórum Global das ONGs, onde foi elaborado o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

Nele também foi lançada a Revista Brasileira de Educação Ambiental - REVBEA e a apresentação pela REBEA, REPEA, Aguapé, Rede Acre e REASul do relatório “Conhecendo a Educação Ambiental em 5 estados e 1 bioma brasileiro”, projetos executados pelas 5 redes de EA e financiados pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente. O relatório do diagnóstico do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul “ O olhar da REASul sobre a Educação Ambiental na Região Sul” pode ser acessado no site da REASul no link Documentos.

Também na região Sul tivemos a realização de três importantes eventos: Dois no Paraná, o Seminário de pesquisa em Educação da Região Sul (ANPED Sul), realizado em abril em Curitiba, com a apresentação dos dados do diagnóstico da EA no Paraná pelo MATER NATURA e o VII Encontro Paranaense de Educação Ambiental (VII EPEA), em São José dos Pinhais, realizado pela FAMEC e pela REA Paraná.

O terceiro evento, em outubro, foi o III Simpósio Gaúcho de Educação Ambiental (III SIGEA), II Colóquio de Pesquisa em Educação Ambiental da Região Sul (II CPEASul), XV Semana Alto Uruguai do Meio Ambiente, com quase 1500 participantes, promovidos a URI de Erechim, elo regional que também sediou o II Encontro da REASul.

Em junho a REASul se fez presente no encontro de formação de uma nova rede de EA no Paraná, a Rede Regional de EducAção Ambiental - Linha Ecológica, uma das articulações do Programa Cultivando Água Boa, coordenado pela Itaipu Binacional, envolvendo 29 municípios lindeiros e 319 escolas da Bacia do Paraná III.

Ainda em novembro, Isabel Carvalho, do Mestrado em Educação da ULBRA-RS (um dos novos elos da REASul), assumiu a coordenação do mais novo Grupo de Trabalho da ANPED, o GT de Educação Ambiental.

Santa Catarina também avançou comemorando o final de ano com o encaminhamento ao executivo pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEASC) do ante-projeto da Política Estadual de Educação Ambiental

As notas tristes de 2004 ficaram por conta do desastre ambiental ocorrido em Paranaguá com a explosão do navio chileno, a liminar que impediu a concretização da instalação do Parque Nacional da Serra do Itajaí (SC), e o escândalo de Barra Grande (RS – SC), que culminou com a permissão judicial de derrubada de 5 mil hectares de florestas primárias para a construção da hidrelétrica (ver matérias nos destaques do site).

De 9 a 11 de dezembro, os Núcleos de Educação Ambiental (NEA) do IBAMA de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, reuniram mais de 50 técnicos e analistas ambientais em Urubici (SC), no Seminário Sul brasileiro de implantação e fortalecimento de conselhos gestores em Unidades de Conservação, que visa integrar as unidades fortalecer a EA no órgão, buscando também a formação de uma rede regional de UCs.

Novos desafios nos aguardam para 2005 como a consolidação da REASul e de outras redes (REA Paraná, Linha Ecológica e REABRI), incluindo aqui a expansão dos elos da REASul (entrem em contato conosco) com a realização do III Encontro da rede, que será realizado em Florianópolis, possivelmente em agosto, paralelamente a Conferência Catarinense de EA.

Também é necessária a nossa articulação nacional, tanto com a REBEA como da parceria com o órgão gestor da PNEA (MEC e MMA) para o enraizamento e inserção da dimensão ambiental nas instituições e nas práticas sociais.

Também  como rede, temos o compromisso de participar da organização do V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental em Joinville -SC, em 2006, para que este também seja um marco da EA latino-americana, contrapondo-se politicamente a onda neoliberal
da EADS, que quer substituir e se apropriar dos princípios históricos da EA.

A partir desse número esse nosso Boletim está sobre a responsabilidade do GT de Informação e Comunicação da REASul que convida os leitores e leitoras a enviassem suas contribuições para o mesmo como também material para inserção na nossa Biblioteca Virtual, com contribuições para atualizar os links, as lista de vídeos, artigos, bibliografias, sites, ONGS e outras informações.

Também informações e notícias das suas atividades, do seu local de trabalho ou de sua cidade para inserção no site. Vamos abrir no site uma enquete para saber o que as pessoas gostariam de ver no site e no Boletim.

Desejamos a todos e todas um Natal dentro dos princípios do amor, da fé e da solidariedade, e não tanto um natal do consumo desenfreado.

Antonio Fernando Guerra – Comissão de Gestão Participativa da REASul

Na quarta-feira, 22 de junho, o navio "Babitonga" da Patrulha Marinha do Brasil, flagrou a embarcação José Antônio IX pescando na Reserva Biológica do Arvoredo.

O proprietário da embarcação foi notificado e apresentou-se no IBAMA/CEPSUL em Itajaí, onde foi autuado pelos agentes de fiscalização transportando 360 kg de tainha.

O crime ambiental foi punido com uma multa de R$18.600,00, sendo R$15.000,00 por pescar em área de preservação ambiental mais R$10,00 por quilo apreendido.

Após a autuação e análise do pescado os agentes do CEPSUL realizaram a doação da pesca irregular, dia 23 (quinta-feira) às entidades beneficentes Comunidade Terapêutica Reviver em Camboriú, APAE de Navegantes, Abrigo Luz do Amanhã e Associação Pró-Menor Lar Padre Jacó ambas de Itajaí.

Inserido por Andressa Fernanda da Silva - CEPSUL/IBAMA

Maiores Informações pelo fone: 348-6058