Contatos

Biblioteca Virtual: Acesso a monografias e dissertações em EA

Boletim Virtual da REASul
 
Estão disponíveis para acesso na Biblioteca Virtual da REASul, no link, Monografias, Dissertações e Teses, as seguintes produções
 
 
A “VANGUARDA QUE SE AUTO-ANULA” OU A ILUSÃO NECESSÁRIA: o sujeito enredado.Cartografia Subjetiva da Rede Brasileira de Educação Ambiental 2003-2008.
 
LABREA,Valéria da Cruz Viana. Brasília, 2009, 201 fls. Dissertação (MESTRADO em Desenvolvimento Sustentável). Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília.
 
Resumo:
Este estudo, a partir da escola francesa da Análise do Discurso e de noções oriundas
das Ciências Sociais e Educação Ambiental, descreve o funcionamento da Rede Brasileira de Educação Ambiental. A proposta deste trabalho é organizar uma cartografia subjetiva, que permita o mapeamento não-linear de alguns sentidos que circulam e que, em boa parte, organizam a memória discursiva da REBEA. A história da REBEA é contada a partir desta memória, cristalizando e colocando em evidência alguns sentidos e silenciando e apagando outros, que são fadados ao esquecimento. A cartografia é um mapeamento organizado a partir dos discursos produzidos em dois espaços distintos, mas que se entrecruzam e autodeterminam: a. o espaço de interlocução (EI) dos educadores ambientais entre seus pares, aqui representado pelos recortes discursivos produzidos pela REBEA em suas trocas de mensagens eletrônicas cotidianas - na lista aberta e na lista restrita aos facilitadores - onde cada educador reforça sua identidade e seu território individual, a partir desuas práticas e ser-no-mundo; e b. o espaço de formulação (EF) da REBEA onde ela veicula para fora da rede os consensos do grupo, discursos materializados nos documentos oficiais, produzidos coletivamente em seus encontros presenciais ou virtuais, visando fortalecer e dar visibilidade a território e identidade comuns.
Pretendo organizar os recortes discursivos em redes de formulações que compõem estes discursos, suas filiações de sentido, explicitando a relação do sujeito com a memória discursiva. Assim, neste trabalho eu procuro responder as seguintes questões: 1. A partir de redes de formulação heterogêneas, como se constrói “o” sentido da noção de rede que é assumida no discurso da REBEA e passa a constituir sua memória discursiva? 2. Como são os processos decisórios e o que se decide coletivamente? Destaco e caracterizo as posições-sujeito que entendo como representativa da REBEA: a posição-sujeito dominante e a posição-sujeito dissidente. Cada posição-sujeito evidencia uma filiação de sentidos específica e identifico que essas filiações de sentido relacionam-se com uma das questões de pesquisa. Considero que também compõem a REBEA um grande número de enredados silenciosos ou silenciados que constituem a grande parte dos membros. Em comum, as três posições-sujeito relacionam-se com o silêncio, de diferentes formas.
Relaciono a posição-sujeito dominante à primeira questão porque entendo que a noção de rede assumida pela REBEA tem sua origem no discurso da posição-sujeito dominante que controla os sentidos do dizer no Espaço de Formulação, sendo características a paráfrase e a repetição do mesmo. Para entender o que a REBEA decide coletivamente e como se dá este processo decisório é interessante observar o funcionamento discursivo da posição-sujeito dissidente, pois é nessa posição onde afloram a diferença e a polissemia. As respostas a essas questões permitem descrever e compreender quem são os sujeitos enredados e suas filiações de sentido e verificar se a sua experiência de gestão de redes sociais se apresenta como uma alternativa de emancipação social.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Análise do Discurso, redes sociais, cartografia
subjetiva, subjetividade, silêncio.
 
A FORMAÇÃO CONTINUADA DO “PROGRAMA VAMOS CUIDAR DO BRASIL
NAS ESCOLAS” NA REGIÃO DA AMFRI EM SANTA CATARINA.
 
ORSI, Raquel Fabiane Mafra. Itajaí, 2008, 128 fls. Dissertação (Mestrado em Educação) Programa de Pós-graduação Mestrado Acadêmico em Educação, Universidade do Vale do Itajaí.
 
Resumo:
Este trabalho consiste em uma análise sobre a formulação e a implementação de uma política pública para a formação docente visando a inserção da Educação Ambiental (EA) em escolas da região da Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) em Santa Catarina, desenvolvida no período de 2003 a 2006. Buscou-se verificar se a ação estruturante de formação continuada do Programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas (PVCBE) – uma política federal que tem como objetivo fortalecer e enraizar a Educação Ambiental em ambientes escolares com as Conferências Infanto-Juvenis pelo Meio Ambiente e na criação das Comissões de Qualidade de Vida (Com-Vida), e, em seqüência, a formação para

educadores e estudantes. A fundamentação teórica aborda questões como política e política pública (HÖFLING, 2001; LITTLE, 2003; FARAH, 2004) política pública de EA (SORRENTINO, 2005; LOUREIRO, 2004), formação continuada – nomenclatura, trajetória, tendências e significados (RAMALHO, 2004; CANÁRIO, 2006; NÓVOA, 2001; FREITAS, 2006; FREIRE, 1996) – e formação continuada em EA dentro de uma perspectiva crítica e emancipatória (LOUREIRO et al., 2006; GUIMARÃES, 2004; TRISTÃO, 2004; GUERRA, 2004; LEME, 2006). A abordagem foi qualitativa e os dados obtidos por meio de pesquisa bibliográfica e documental e de entrevistas semi-estruturadas reflexivas com onze educadores ambientais que participaram de duas formações do PVCBE com escolas de oito municípios da região. Este material foi analisado pela técnica de análise de conteúdo, com base na fundamentação teórica. Constatou-se que os objetivos da formação continuada do Programa, no que se refere à inserção da EA, não se efetivaram em muitas escolas da região. Os educadores apontaram a necessidade de que a formação seja um processo contínuo, permanente e aconteça com maior freqüência, favorecendo as trocas de experiências com outros educadores e possibilitando ao educador levantar subsídios para o trabalho docente. Os obstáculos apresentados foram o isolamento dos educadores na própria escola no sentido de participação e envolvimento na implantação da Com-Vida em algumas escolas, bem como na inserção da EA no Projeto Político Pedagógico. Existe a intenção da mudança, da transformação, porém, o que chega ao “chão da escola” é diferente. A transformação esbarra na organização disciplinar da escola. Foi visível nos relatos o caráter de fragilização das práticas de EA e a falta de aprofundamento e reflexão teórica, na perspectiva de uma EA crítica e emancipatória rompendo com posturas individuais sem envolvimento com o coletivo, ainda muito freqüentes. Enfrentamos uma série de desafios: romper com a descontinuidade, insuficiência, e falta de participação dos educadores na elaboração e nos processo de decisão sobre as políticas públicas de formação continuada para educadores ambientais. Sugere-se constituir grupos de estudo para visualizar as dificuldades e fomentar as potencialidades do entorno escolar, promover encontros entre os grupos de uma determinada região e estimular os educadores a fazer parte de grupos de trabalho em sua escola ou região, participando de projetos e ações vinculadas à Política Nacional de EA (Sala Verde, Coletivo Educador, Agenda 21), como também das redes de Educação Ambiental. Considera-se também manter um canal aberto para um maior dialogo entre os gestores da Política Nacional de EA com as universidades – principalmente seus grupos de pesquisa na Pós-graduação – e os educadores das escolas e gestores das secretarias municipais e estaduais para intercâmbio de conhecimentos, como também a parceria efetiva na execução de projetos e cursos de formação continuada para Educação Ambiental.

 
Palavras-chave: Educação ambiental. Política pública. Formação continuada.
 
AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS CATADORES DE CARANGUEJO UCIDES CORDATUS NO MANGUEZAL DE GARGAÚ, NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL.
 

MAUAD, Luana Paula. Campo dos Goytacazes, RJ., 2007,135 fls. Monografia (Curso de Ciências da Natureza, Licenciatura em Biologia). Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos.

O FINANCIAMENTO PÚBLICO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: DO VETO DO ARTIGO 18 ÀS NOVAS ESTRATÉGIAS DE FINANCIAMENTO.

 
SOTERO, João Paulo. Brasília, 2008, 236 fls. Dissertação (MESTRADO em Desenvolvimento Sustentável). Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília.
 
RESUMO
A educação ambiental (EA) tem forte raiz no movimento ambientalista, sendo um dos instrumentos de contestação do modo de produção e consumo, hegemônico na contemporaneidade, estabelecida por um modelo de desenvolvimento que prioriza o TER, a propriedade privada e o capital em detrimento do SER, do bem comum, da qualidade de vida e sustentabilidade socioambiental das sociedades humanas. Sua institucionalização no Estado brasileiro tem seu marco inicial em 1973 com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA. Atualmente é reconhecida como um direito social fundamental da sociedade brasileira (artigo 225 da Constituição Federal) e é tratada como Política Nacional (Lei 9.795/99). Nesse sentido, a prática da EA vem sendo experimentada e executada em diferentes espaços públicos e privados, com atores distintos e diversos. Embora a EA venha conquistando espaço na agenda das instituições, o seu financiamento, enquanto política pública, ainda é precário, evidenciando, portanto, uma assimetria. Desta forma, podemos afirmar que o acesso aos recursos públicos não acompanhou o avanço e o amadurecimento das práticas metodológicas, que fazem hoje da educação ambiental um importante campo de pesquisa e ação. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo pesquisar os impactos do veto do artigo 18 da Lei 9.795/99, no qual era garantida à EA uma fonte específica de recursos para o seu financiamento; assim como refletir sobre os quantitativos disponibilizados pelo Ministério do Meio Ambiente e Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e as estratégias que foram construídas para o financiamento da EA. Após as análises, verificamos que mesmo vetada a fonte específica, o Governo Federal disponibilizou recursos para a EA. Todavia, o veto do artigo representou impacto negativo, principalmente para o financiamento de projetos de educação ambiental pelo FNMA, neste caso ONGs, organizações da sociedade civil, governos estaduais e municipais foram os maiores prejudicados. Nesse trabalho também consideramos que um dos grandes problemas relativos ao financiamento da PNEA é a pouca conexão, integração e complementaridade entre os atores que fazem EA, o que contribui para a dispersão, sobreposição e a não sinergia ente os esforços na área. O trabalho termina com recomendações quanto à necessidade de atualizar a Lei 9.795/99, repensar a gestão da PNEA e criar e reforçar mecanismos de financiamentos da Educação Ambiental, descentralizados e coordenados, entre outras.
 
Palavras chaves: Políticas Públicas, Política Nacional de Educação Ambiental,
Financiamento Ambiental, Educação Ambiental, Fundo Brasileiro de Educação
Ambiental.
 
 
DESENHO ANIMADO AMBIENTAL: USO DO DESENHO ANIMADO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 

XAVIER, José Francisco Pelegrino. Itajaí, 2008, 135 fls. Dissertação (Mestrado em Educação) Programa de Pós-graduação Mestrado Acadêmico em Educação, Universidade do Vale do Itajaí.

 
RESUMO
Este trabalho busca verificar as possibilidades pedagógicas do material denominado “Desenho Animado Ambiental (DAA)” e de seus temas geradores como estratégia metodológica para Educação Ambiental. O DAA é uma mídia em DVD que tem como personagem principal o “Menino Caranguejo” (http://www.caranguejo.com), que procura apresentar conceitos do campo ambiental e o desenvolvimento de valores para promover a sensibilização ambiental. O material é formado por sete animações e foi aplicado por professores de duas escolas da cidade de Joinville (SC). A composição dos desenhos animados e bastidores (making-off) de cada um dos sete episódios - “Poluição Urbana”, “Desmatamento”, “Caça Ilegal”, “Água”, “Povos Nativos”, “Urbanismo” e “Consumismo”-, caracterizam os temas ambientais como “temas geradores” (inspirados em Paulo Freire e autores da abordagem crítica da Educação Ambiental). Os temas foram desenvolvidos para auxiliarem o docente na sua prática pedagógica pensando no mesmo como agente da inserção da dimensão ambiental no currículo. A pesquisa foi do tipo descritiva qualitativa. No design educacional os episódios do DVD DAA apresentam conceitos, atitudes e valores ambientais representados pelas ações do “Menino Caranguejo”. Os slides de cada episódio apresentam imagens das animações destacando o conteúdo didático dos desenhos animados: situações-problema, conceitos básicos do campo ambiental, princípios éticos e valores incorporados, como a identificação social dos espectadores do material com a realidade da problemática socioambiental local; respeito à vida, à biodiversidade, ao meio ambiente enquanto bem comum e patrimônio de todos; exercício da cidadania como participação política, o desenvolvimento da co-responsabilidade ambiental, dentre outros. Para verificar a interação e a articulação dos conteúdos ambientais dos temas geradores exibidos, o reconhecimento do desenvolvimento de atitudes, hábitos e valores e a aceitação das atividades pelos professores e seus alunos, utilizou-se uma entrevista estruturada que foi aplicada a seis professores de duas escolas. Os professores reconheceram a importância de trabalhar conceitos ambientais, ações e valores apresentados nos desenhos do DAA. Eles assumiram a função de mediadores da aprendizagem pela aquisição e reconstrução de conhecimentos e conceitos ambientais. Estes incluem componentes de curiosidade, exploração e aventura, criatividade, solução de problemas, dialogicidade, ressignificação de valores e tomada de decisões por meio de observação pessoal, indagações, questionamentos e reflexões que levem à transformação da realidade e enfrentamento e/ou minimização da problemática ambiental. O material mostrou-se adequado como uma estratégia para inserção da dimensão ambiental e instrumento para auxiliar o professor nos debates e reflexões sobre as temáticas ambientais locais exploradas no DVD. Algumas ações realizadas pelos professores e seus alunos após a utilização do DAA foram: discussões, debates e reflexões sobre os temas ambientais locais, articulando-os com a prática de vida dos mesmos.

Palavras-chaves: Educação Ambiental, Desenho Animado Ambiental, Menino Caranguejo.

 
LEGISLINHO E SUA TURMA NO MANGUEZAL EM SALA DE AULA: CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 

SEGALLA, Maria Bernardete. Itajaí, 2008, 116 fls. Dissertação (Mestrado em Educação) Programa de Pós-graduação Mestrado Acadêmico em Educação, Universidade do Vale do Itajaí.

 

Resumo

Este trabalho apresenta reflexões das possibilidades didático-pedagógicas do uso da revista

em quadrinhos “Legislinho e sua turma no manguezal”, para o desenvolvimento de valores eatitudes em prol da conservação e preservação dos manguezais, particularmente do Rio Perequê, em Itapema-SC. Buscou fundamentos na abordagem crítica, na perspectiva de Paulo Freire, e de autores que a utilizam na Educação Ambiental (GUIMARÃES, 2005, 2006; LOUREIRO, 2004, 2006), algumas contribuições sobre percepção e imagem (RIO; OLIVEIRA, 1999; SANTAELLA, 1995). Sobre histórias em quadrinhos (HQs) e a importância das mesmas na aprendizagem, encontramos subsídios nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, Parâmetros, 1998), Barbosa (2006), Guimarães (2002) e

outros. A pesquisa é um Estudo de Caso, em associação com Análise Documental desenvolvida com 10 professores de uma Escola Estadual de Educação Básica no município de Itapema, em Santa Catarina. As etapas do estudo incluíram: entrevista semi-estruturada; tabulação dos dados, aplicação da técnica de Grupo Focal, distribuição da revista a 30 alunos da 7ª série e professores para atividades em sala de aula; análise da mesma em conexão com seus relatos. Foram utilizadas categorias propostas por Trajber e Manzochi (1996) para identificar na revista: conceitos, atitudes e valores ambientais; a visão de ser humano; valorização do lúdico e do estético; abordagem crítica das questões ambientais; a valorização da experiência vivenciada e conteúdos curriculares pouco trabalhados. O personagem protagonista da história - Legislinho - é um signo, representado por uma lâmpada e um livro. A Análise Documental identificou conhecimentos referentes ao ecossistema manguezal e seu entorno; a importância das leis que o protegem; valorização do lúdico e do estético, explorando as analogias apresentadas e atividades como colorir desenhos e brincadeiras do personagem, buscando com isto despertar a consciência crítica. Os professores relataram a importância da revista indicando elementos para a aprendizagem de conceitos, mudanças de hábitos e atitudes sobre o manguezal, com destaque para aspectos como a legislação, pouco conhecida por eles e pelos alunos. Notou-se que a visão do manguezal como um lugar sujo e poluído deixou de fazer parte do discurso dos professores e dos alunos após o uso do material e debates sobre o mesmo. Os alunos apresentaram suas experiências e uma visão positiva em relação aos conteúdos e imagens da revista produzindo outros materiais como fôlderes e novas histórias. Algumas limitações da revista foram: custo, limitação dos quadrinhos, falta de orientação pedagógica para os educadores, alguns aspectos específicos sobre a legislação do manguezal e uma ênfase bem maior na questão da sustentabilidade do que da complexidade. A revista pode representar uma ferramenta de apoio à prática docente na Educação Básica, auxiliando no processo de inserção da dimensão ambiental nas práticas pedagógicas, na construção de conhecimentos e na formação de valores e atitudes conscientes voltados à preservação e conservação desse ecossistema.

Palavras-chave: Educação Ambiental. Manguezal. Legislação ambiental. Material didático.Revista em quadrinhos.